Paulo Frange

Artigos

Risco de infarto no inverno é maior entre idosos

*Por Dr. Paulo Frange.

No inverno, a mortalidade por infarto do miocárdio aumenta 30 por cento, isso em temperaturas abaixo de 14 graus – e quanto maior a idade, mais o corpo tem dificuldade de fazer a termoregulação do seu organismo. Nós temos sensores capazes de organizar tudo isso – mas, quanto mais idoso, a dificuldade aumenta - e com mais de oitenta anos, o risco é muito maior.

O risco é maior ainda para quem tem doenças prévias: hipertensão, diabetes e para quem têm doenças na coronária, angina, infarto, ou já colocou stend e ponte de safena.
Mas, tudo pode ser pior, se o paciente for fumante – felizmente as pessoas mais velhas têm abandonado o cigarro, segundo estatísticas.

Doenças cardiovasculares mais comuns nesta época do ano é a angina, que é aquilo que precede ao infarto, e o infarto do miocárdio, portanto, todo idoso que queixar-se de dor em parte do peito que caminha para o braço esquerdo, principalmente pela face interna do braço tem que chamar imediatamente o atendimento médico de urgência, o Samu, ou levá-lo ao pronto-socorro mais perto.

Nesse momento, o melhor médico do mundo é aquele que está bem pertinho, porque entre acontecer, no episódio da dor de um infarto e a morte súbita, que é mais frequente nestes casos, o tempo é muito curto.
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*Dr. Paulo Frange é médico cardiologistas e vereador de São Paulo em seu sexto mandato.

O primeiro passo da caminhada

O 1º passo da caminhada Com a ajuda de amigos reunimos um público representativo da Lapa para receber informações em primeira mão sobre a sonhada reabertura do Hospital Sorocabana.

Sempre em nossas conversas na região e, com o atual Governo, tenho insistido que a comunidade deveria ser a primeira a saber e foi assim que aconteceu.

O assunto foi a recepção pela Secretaria de Desestatização de uma MIP (Manifestação de Interesse Privado), sobre o interesse em assumir a responsabilidade pela reforma, requalificação e implantação do Hospital e fazer frente ao custeio, com uso misto do espaço, sendo 60% dos leitos SUS e 40% para saúde suplementar (convênios).

É só a primeira manifestação. Essa MIP agora será publicada, com a abertura de prazo para todas as outras entidades de saúde também se manifestarem. Após esta etapa, o Executivo buscará em cada uma delas, a melhor proposta, com mais alcance do interesse público e construirá um edital para que esse processo seja licitado, e vencerá aquele que ofertar o máximo, com qualidade e expertise, com o máximo de transparência.

Está vigente uma Permissão de Uso do Estado para o município de 20 anos, assinada em 2016. Trata-se de concessão e, portanto, passará por aprovação de Lei na Câmara e muitas audiências públicas.

Tem que dar certo. Depende de nós! É preciso vontade política, e essa não falta. Interessados, e esses virão. Isso além das garantias que se fazem necessárias para quem vai investir cerca de R$80 milhões para implantar o Hospital, desonerando o Município de um custeio de cerca de R$180 milhões/ano.

Os desafios da privatização do ANHEMBI[1]

É de conhecimento público a Lei Municipal 16.766/2017 que autoriza a alienação da participação societária detida pelo Município de São Paulo na SPTuris (São Paulo Turismo S.A.). Faz parte do Plano de Desestatização do Município. Porém, ficou claro que haveria necessidade de uma Lei específica para tratar dos parâmetros de uso e ocupação dessa área, que acolhe Sambódromo, Pavilhão de Exposições, Centro de Convenções, Estacionamento, etc.

Nessa Lei também foi aprovado, que dos recursos auferidos com alienação, 20% serão destinados ao FMD (Fundo Municipal de Desenvolvimento) para investimentos na zona norte.  Os recursos do FMD serão destinados pelo CMDP (Conselho Municipal de Desestatização e Parcerias) para investimentos nas áreas de saúde, educação, segurança, habitação, transporte, mobilidade urbana e assistência social.

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Atual estágio das obras do Hospital Brasilândia

Agora são 16 meses de obra, em estágio avançado, ou seja, no pavimento do pronto-socorro com 30 leitos (masculino/ feminino) e HOSPITAL-DIA, a obra já está em fase de acabamento, com caIxilhos, azulejos e toda a distribuição de infraestrutura necessária.

O prédio hospitalar já na sua quinta laja, com boa parte já coberta com chapisco e parte já com reboco.

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O Início do Fim do SUS

*Por Dr. Paulo Frange (artigo)

 

A PEC 241/55, que estabeleceu limites aos gastos públicos.

Congelar gastos em saúde é um atentado contra o Sistema Único de Saúde (SUS). O pior é a tentativa de explicar que isso não é verdade, partindo do princípio que a proposta antecipou a incorporação de 15% da Receita Líquida Ocorrente aos valores de 2017.

Assim, temos situações que precisam de esclarecimentos, para não enganar a população: essa Receita Líquida Ocorrente, sobre a qual se aplica esse percentual de 15%, está em um nível muito baixo. Estamos em recessão. É, portanto, 15% sobre muito menos que gostaríamos.

A outra situação é que o SUS já vem subfinanciado desde a sua criação, e nas últimas duas décadas, temos o envelhecimento mais rápido da população e o incremento acelerado de novas técnicas e procedimentos, com avanços espetaculares da medicina. Isso tem custo progressivamente maior a cada ano.

Vamos parar com pesquisas de novas moléculas? Com as Pesquisas Clínicas, conduzidas dentro de boas práticas e com ética? Vamos nos afastar do desenvolvimento tecnológico na saúde? Esses, além de fundamentais para a vida, são grandes geradores de empregos e divisas. O Brasil é hoje uma referência em tecnologia em saúde e abriga, inclusive, um grande número de turistas que chegam, em busca de tratamento nos nossos melhores serviços privados.

Vamos caminhar para ter dois sistemas de saúde? Um para ricos e outro para pobres?

Hoje o nosso País gasta apenas 3,9% do PIB em Saúde Pública, quase metade do que gastam 8% dos países com sistemas de saúde semelhante ao nosso.

Agora, vamos congelar por 20 anos, todos esses horrores? Deixem a saúde em paz !! Vamos investir em gestão, informação, controles, protocolos de tratamentos e numa forte política de prevenção e atenção básica.

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*Dr. Paulo Frange é médico e vereador de São Paulo, em seu quinto mandato.

Você ronca? Pode ser apneia do sono! Por Paulo Frange

A apneia do sono acomete 30% da população no mundo. Em São Paulo, a pesquisa mostrou 32,8%, sendo que 7% tem apneia grave. Isso acontece pela obstrução parcial ou total das vias aéreas superiores com interrupção da passagem do fluxo de ar. O ruído característico é o ronco.

Os sintomas mais comuns são cansaço, sonolência, irritabilidade e há aumento do risco de hipertensão arterial, obesidade, acidente vascular cerebral (AVC), infarto do miocárdio.

O diagnóstico é feito com exame de POLISONOGRAFIA, onde o paciente dorme no laboratório com monitoramento. O tratamento vai desde o uso de um aparelho para dormir (CPAP), dispositivos orais que impedem que a língua “caia” durante a noite e estreite a passagem do ar e até cirurgias.  

Aprovei em São Paulo, a Lei 16.342/15 que institui o PROGRAMA DE ATENDIMENTO A PESSOAS COM DISTÚRBIOS RESPIRATÓRIOS DO SONO, a Lei da Apneia, para que possamos oferecer do diagnóstico até o tratamento para os usuários do Sistema Único de Saúde.

Hoje, no Brasil, o tratamento da apneia não tem financiamento próprio, o que leva com muitas vezes a busca por decisão judicial (liminares).

Com a Lei da Apneia, São Paulo será o primeiro município do Brasil a oferecer o fim deste sofrimento para a população, além do alto custo para a saúde.

Saiba mais em www.paulofrange.com.br

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Paulo Frange é médico e vereador de São Paulo, no seu quinto mandato.

A nova Lei de Zoneamento de São Paulo: o desafio!

A partir de agora e com horizonte temporal até 2029, São Paulo tem uma Lei regulamentando o parcelamento, uso e ocupação do solo. Trata-se também da consolidação da legislação municipal, com a revogação de 74 leis e trechos de leis desde 1955, suprimindo mais de 800 artigos.

O mais atraente nesse processo foi a participação de mais de 16 mil representantes da sociedade e suas 13 mil contribuições, em mais de 50 audiência públicas, entre o período que esteve no executivo e no legislativo.

É inevitável a comparação da Lei 16402/16 com a última, a 13885/04. A análise dos números  mostra um aumento de 85% das áreas destinadas à produção de HIS-Habitações de Interesse Social. A agenda ambiental, tem lugar de destaque na nova Lei. Em relação a anterior, as zonas ambientais e sistema de áreas protegidas, o SAPAVEL, teve um aumento de 50 %, o que representa um incremento de cerca de 83,5 milhões m² em área verde. A QA-Quota Ambiental é uma inovação e garante que o processo de produção e transformação da cidade seja acompanhado de medidas de qualificação ambiental.

A demarcação das Zonas de Eixo de Estruturação Urbana-ZEU e eixos previstos-ZEUP, orientam o crescimento da cidade nas proximidades do transporte público de massa, metrô, trens, e corredores de ônibus. As Zonas de Centralidades-ZC passam a se firmar como sub-eixos regionais, com grande capilaridade e transporte público.  São conhecidas por serem ruas comerciais e ficaram com um gabarito de altura de até 48 metros.

A promoção do desenvolvimento econômico se deu pela criação de Zonas de Desenvolvimento Econômico-ZDE e Zona Predominantemente Industrial-ZPI, com a proteção dos usos industriais regularmente instalados. As indústrias que ficaram em outras zonas de uso, terão um regramento para sua regularizaçāo.

As Zonas Especiais de Preservação Cultural-ZEPEC foram contempladas, fixando o prazo máximo de 2 anos para análise pelos órgãos de preservação,  dos imóveis com indicação de tombamento para que sejam mantidos como ZEPEC .

O intenso debate entre os ambientes de ZER e ZCOR, terminou praticamente pacificado, atendendo a expectativa de buscar solução para o que foi possível. São 8 milhões de m² de zonas corredor 1,2 e 3 contra 40 milhões de m² de residenciais.

O grande desafio foi iniciar o debate do Plano Diretor em 2013, com o PIB de 2,4% e aprovar a Lei de Zoneamento no inicio de 2016 com o PIB de -3,5 %. Isso nos motivou a usar todas as ferramentas possíveis dos parâmetros da Lei para não impactar na matriz de custo da construção civil, que naturalmente é repassado para o consumidor final.

Por fim, os objetivos foram alcançados: garantir moradia digna, orientar o crescimento, melhorar a mobilidade, qualificar a vida nos bairros, promover o desenvolvimento econômico, incorporar agenda ambiental e preservar o patrimonio cultural.

É a Lei possível !

PAULO FRANGE é Vereador de Sāo Paulo (PTB) e Relator da Lei de Zoneamento.

A lei de Zoneamento

Agora é oficial. O Projeto de Lei que trata do Parcelamento, Uso e Ocupação do Solo (LPUOS), foi protocolado em 2 de junho. É o PL 272/2015, fruto de trabalho do Executivo que realizou 41 Audiências Públicas, com a participação de 8 mil pessoas e mais de 7 mil contribuições.

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O Zoneamento Participativo!

A Lei de Zoneamento chegará na Câmara Municipal de São Paulo na próxima terça-feira, dia 2/junho/205. Lei o nosso artigo e dê sua opinião.

A cidade de São Paulo passará em breve por um momento da maior importância, quando todos os paulistanos terão oportunidade de se manifestar sobre o seu espaço, sua vizinhança e tudo aquilo que terá ou gostaria de ter em seu entorno.

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A amputação de pênis no Brasil

Paulo Frange Médico e Vereador em São Paulo

A Higiene é a receita mais simples e mais eficaz para evitar que os homens sofram com uma doença que, além de incapacitá-los fisicamente, pode terminar aniquilando a sua vida em termos psicológicos.

A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) promoveu dia 29 de setembro, a Campanha de Câncer de Pênis Zero, em parceria com o Instituto Lado a Lado pela Vida.

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Falando com o Lineu

É muito difícil traduzir a saudade em palavras e mais difícil ainda é transportá-las para o papel. O mais fácil para mim é, com certeza, falar direto com você, meu amigo e professor Lineu.

No presente, como se estivesse aqui entre nós.
Assim é mais fácil. Bem mais fácil. Você estará sempre entre nós, bem vivo, o que nos fará conjugar sempre cada verbo no presente e até no futuro.

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