Paulo Frange

M'Boi Mirim têm Sétima Audiência sobre Zoneamento

O início das atividades das audiências públicas, sobre o zoneamento, programadas para este sábado, 04 de julho, foram abertas na região de M’Boi Mirim, na quadra poliesportiva da Associação do Cedro do Líbano de Proteção à Infância e reuniu autoridades políticas e cerca de 200 moradores do entorno da represa Guarapiranga e bairros adjacentes. A subprefeitura de M’Boi Mirim é composta pelos subdistritos de Jardim Ângela e Jardim São Luís que somados, abrangem uma área de 62 km² com mais de 550 mil pessoas.

A Associação Cedro do Líbano de Proteção à Infância realiza um trabalho pioneiro, desde a sua fundação, em 1947, de solidariedade e respeito à comunidade da zona sul da cidade de São Paulo. A sede recebe diariamente mais de 2 mil crianças e adolescentes em seus Centros Educacionais, nos quais são desenvolvidos diversos trabalhos de assistência, com direito a alimentação, recreação e atendimento pedagógico e social sem custo algum para as famílias. Além disso, a Associação oferece cursos de formação profissional de Informática e Gastronomia, visando a colocação dos jovens aprendizes no mercado de trabalho.

 

 

Nesta sétima edição a participação popular foi bastante intensa com reinvindicações de diversas áreas, como: a retirada de mais de 300 favelas construídas em locais de mananciais; remoção do córrego Cerejeira; a concessão de glebas maiores para a construção de moradias; preservação do meio ambiente; regulamentação fundiária dos prédios e residências; regulamentação da área indígena; escassez de linha de ônibus; tratamento de esgoto (saneamento básico); descentralização de serviços para desenvolvimento; locais de culto não sejam nomeado como locais de reunião; retirada dos bares próximo às escolas; maior segurança para trabalhar; mobilidade urbana linha de metrô Jardim Ângela; construção de uma Universidade Federal em M’Boi Mirim.

            

“Que a região de M’Boi Mirim seja olhada de uma forma apartidária e construa uma cidade melhor para todos. Que haja maior presença dos vereadores junto à comunidade, para conhecer a nossa realidade. As crianças estão bebendo água contaminada que seja pensado uma cidade para os pobres. Aqui é um bairro misto, não é uma favela e pode ser caracterizada como ZEIS”, reclama o morador Roberto Otaviano do Carvalho do bairro Bananal Vera Cruz.

 

No contra ponto está o morador Marco Antonio Silva que diz que as áreas destinadas para ZEIS estão com atividades incômodas, com barulho, com boates. Outra solicitação da população é a autorização para trabalhar em frente a padaria. “Que haja licença para a montagem de barraca de roupas, para garantirmos o sustento das nossas famílias”, reivindica a munícipe Maria José Santana do Parque Santo Antônio.

 

“A nossa luta é pelos direitos sociais para defender as ZEIS, quase nada foi construído, nenhuma habitação, para quase 3 mil famílias que não tem casas. Aqui no Bananal não tem nenhum equipamento público”, desabafa o morador Fabiano Reis.

 

Para o Vereador Paulo Frange (PTB) relator do PL 272/2015, o conceito para as 18 zonas que está na nova lei, vale para toda a M’Boi Mirim. “Nada será votado às pressas, tudo que já está construído será aplicado pela lei e ajustes acontecerão. Será necessário a contratação de mais agentes vistores, além da geração de emprego e qualificação das pessoas na região”, diz Frange.

 

A mesa da sétima edição da audiência pública foi composta pelos vereadores José Police Neto (PSD); Milton Leite (DEM); Paulo Batista dosReis (PT); Jonas Camisa Nova (DEM); Ricardo Nunes (PMDB), pela Sra. Tania Cinquini – Assessora da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Humano (SMDU) e os integrantes da Comissão Permanente de Política Urbana, Metropolitana e Meio Ambiente, os vereadores: Dr. Paulo Frange (PTB) – relator da nova Lei de Zoneamento e Gilson Barreto (PSDB) – presidente da Comissão.

 

 

 

 

 

 

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